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Novas Guidelines de Vacinação : o que mudou?

Atualmente, os nossos patudos vivem mais tempo devido aos planos de vacinação que foram implementados nos últimos anos, protegendo-os assim contra doenças que podem ser fatais. Leia este artigo para ficar a saber quais as novidades relativamente ao protocolo de vacinação dos cães.

Sara Alves
Sara Alves

2 minutos de leitura

Vacina da Raiva

A vacina da raiva é a única vacina obrigatória em Portugal para os cães. Inicialmente, esta vacina deveria ser administrada de forma anual. Atualmente, grande parte dos laboratórios de vacinas recomendam que se faça um primeiro reforço anual e que os reforços subsequentes sejam a cada 3 anos.

Vacina Polivalente

Esta vacina confere imunidade contra vários agentes infeciosos (parvovirus canino -2, vírus da esgana, adenovirus, vírus da parainfluenza canina e leptospira inativada), alguns deles tendo caráter potencialmente fatal (parvovirose, hepatite infeciosa, leptospirose, esgana) e zoonótico (leptospirose).

Relativamente à primovação de cachorrinhos, esta deve ser iniciada às 6 semanas de idade. Numa fase inicial, as guidelines indicavam que os reforços deveriam ser feitos a cada 3 a 4 semanas, sendo o último reforço realizado às 12 semanas de idade. Hoje em dia sabe-se que a presença de anticorpos maternos diminui a eficácia da vacina. Por esse motivo, atualmente, o último reforço desta vacina deve ser realizado após as 16 semanas de idade, altura em que os anticorpos maternos diminuem da circulação sanguínea.

A partir daí, deve ser feito um reforço um anual. Os reforços posteriores podem ser a cada 1 -3 anos, ficando esta decisão ao critério do médico veterinário.

Se o plano vacinal for iniciado em idade adulta, devem fazer um reforço passadas 3 a 4 semanas, passando posteriormente a ser anual.

Vacina da Leishmaniose

A primeira vacina que surgiu contra a leishmaniose só poderia ser administrada a cachorros com 6 meses de idade mínima, sendo necessário fazer mais 2 reforços, a cada 3 semanas, a seguir à primeira administração. A partir daí, os reforços são anuais.

Atualmente existe uma vacina mais recente que necessita apenas de uma administração e os reforços são anuais.

Ambas as vacinas requerem que se faça o teste da Leishmaniose antes da aplicação da vacina uma vez que não se pode vacinar animais que testem positivo para a doença.

O protocolo vacinal deve ser definido pelo medico veterinário do seu patudo, de acordo com as suas características e o ambiente no qual está inserido.

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia

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